sábado, 10 de abril de 2010

Flores.

Sinônimo de beleza. Pureza. Encontrada em várias cores, tamanhos e formas.
Presente esperado em datas importantes.
Ingrediente chave em jardins, decorações...


Mas, será que a flor está satisfeita com a posição que ocupa no mundo?
Será que ao desabrochar ela deseja de ser colhida? Cortada por um objeto frio extirpando seu elo com a fonte da vida?
Será que prefere ser tocada por digitais empoeiradas ou por gotas de orvalho?
Será que ela realmente quer estar nos braços de uma jovem debutante aglomerada a outras irmãs que compartilham o mesmo sofrimento? A jovem gosta do seu perfume, mas e ela? Será que gosta de sua fragrância artificial?


E por que não gostaria? Seria melhor ficar plantada em um lugar esperando o outono chegar? Suas pétalas caírem e não provocar um sorriso sincero?
O toque quente das digitais empoeiradas pode, às vezes, oferecer muito mais energia que a gélida gotícula matinal.
Mesmo não sabendo seu destino após a chorosa despedida com sua raiz, a flor faz alguém feliz. Ela não se isola. Pelo contrario, une-se a outras. E participa de um momento feliz.


Sejamos como as flores. Provoquemos um sorriso. Ou dois. De que vale a vida se não provocarmos um sentimento?

Ah... Se ela está satisfeita? Não sei. Não sou flor... Não ainda.

Um comentário:

  1. Adorei seu blog também, e estou feliz por ler as coisas que você escreve. Não pare, afinal quero que um dia você escreva um livro e me coloque na dedicatória.

    ResponderExcluir